O conhecimento é uma faca de dois gumes

A frase que dá título é um tanto quanto clichê, mas é uma verdade muito grande e realista.

Conhecer e respeitar nossos limites é uma forma de sermos mais honestos conosco mesmo. Isso independente de termos ou não uma doença crônica.

Conhecer e Respeitar

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O cérebro é uma engrenagem

Conhecer nossos limites é uma forma de melhorarmos nossa capacidade de vivermos em paz conosco mesmo. Obviamente, o conhecimento traz algumas frustrações. Tanto que é comum ouvirmos de pessoas mais velhas ou pessimistas que “Quem procura, acha” quando dizemos que faremos algum check-up ou consulta médica.

Isso não é verdade. A ignorância é o pior dos problemas quando se tem uma doença crônica e pode causar danos irreparáveis.

Existem doenças que, se descoberta em fase inicial, podem ter tratamentos muito menos difíceis e dolorosos. Como alguns tipos de canceres, ou mesmo a Espondilite Anquilosante.

No geral, toda patologia se descoberta de forma rápida pode ter tratamentos mais eficientes ou consequências menores para o paciente.

Conhecer a doença é importante para seguir com o tratamento e respeitar nossos próprios limites impostos pela patologia encontrada, mas assim como ler uma bula de remédios, conhecer a doença é ter medo constante de suas consequências e implicações.

Eu, enquanto portador de Espondilite Anquilosante, sempre tenho receio de ser acometido pelas dores provenientes das inflamações causadas pela EA. Ao mesmo tempo, por conhecer e estudar um pouco sobre a patologia, estou sempre me cuidado com uma alimentação balanceada, prática constante de esportes, cuidados com a postura corporal e, principalmente, evitando o estresse.

Primeiro Gume

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Constante aprendizado

Através das pesquisas e estudos que faço sobre a EA, acabei descobrindo muitas coisas que me fazem bem e outras tantas que preciso evitar.

Sempre que converso com minha reumatologista ou em diversas pesquisas que fiz é comum perceber que muitas pessoas portadoras de EA morrem sem saber que possuem a doença, seja pela dificuldade do diagnóstico, seja por automedicação ou mesmo por falta de recursos, entre outros.

Eu sei que nem todos tem a possibilidade e o esclarecimento que eu tenho, mas pesquisar sobre a EA me abriu muitas possibilidades de “tratamentos” alternativos. Faço o acompanhamento anual com a reumatologista, não tomo medicação por estar em um estado de remissão, mas mantenho a qualidade de vida com alimentação saudável e prática constante de atividades físicas. Para tal, faço acompanhamento com uma nutricionista que estudou um pouco da EA e com um educador físico que também conhece do meu diagnóstico.

Através dos estudos foi possível conhecer algumas pessoas que sempre me apoiam em dúvidas e receios provenientes da EA, bem como participar de eventos maravilhosos sobre EA, Artrite reumatoide, novas drogas no combate de Espondiloartrites, grupos de apoio ao paciente reumatológico e muitos exemplos de superação. Não vou citar nomes para não ser injusto com ninguém, mas todos vocês que se reconhecerem nesse comentário são importantes em minha vida e fazem parte do primeiro Gume do conhecimento da EA.

Segundo Gume

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Temos que aprender com as fraquezas

Aqui está o problema de ser curioso e querer pesquisar sobre tudo, principalmente sobre essa patologia que me perseguirá por toda vida.

Estudar sobre a EA me trouxe alguns receios e, por que não dizer, medo de situações que possam ocorrer comigo. Alguns desses receios e medos me afetam muito emocionalmente falando e com isso causa algumas dores e inconvenientes.

Um dos meus maiores medos e que me fará voltar à terapia é ter um filho. Tenho muito medo de realizar esse sonho da minha mulher e ao mesmo tempo não quero jamais privá-la de ser mãe. Penso: como ficará minha cabeça se meu filho herdar de mim a EA e sofrer as consequências tão cruéis da doença? Será que não me culparei por isso e não ficarei me martirizando?

Medos e receios fazem parte da vida de todos que possuem uma doença crônica e a única certeza que se tem é que a doença não tem cura.

Por conta desse segundo gume do conhecimento que vou voltar a fazer terapia que será mais uma benefício para minha remissão da EA.

Eu optei por viver intensamente a vida e não a dor!

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Publicado em Conscientização, Psicológico, Recomendações

Não se deve desistir

Em diversas situações, quando se é portador de uma doença como a Espondilite Anquilosante, tende-se a achar que é mais fácil desistir, reclamar e se entregar à doença que de peito aberto e com muita determinação.

Só que essa não é uma opção para quem quer lutar e buscar uma forma melhor de vida e sobrevivência.

Persistência e Determinação

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Falhou hoje, se planeje e tente outra vez

A persistência é uma arma muito valiosa para quem luta e quer vencer, seja qual for o objetivo.

O meu objetivo é continuar em remissão da Espondilite Anquilosante e para isso não meço esforços com positividade e determinação sempre.

Todos nós que temos vida economicamente ativa sofremos pressões diárias e corriqueiras por atingimento de metas, objetivos e etc, assim como quem não está economicamente ativo também tem suas pressões e ansiedades.

De uma forma ou outra teremos pressões e anseios que necessitam de controle para mantermos o psicológico tranquilo de forma a evitar abalos emocionais que, incondicionalmente, nos acomete aos efeitos nocivos da EA.

emotiguy-1654859_960_720Não raro, nos deparamos com pessoas apáticas, abatidas, reclamonas e pessimistas, por diversas razões. Mas, essas mesmas pessoas, não fazem absolutamente nada para mudar a situação em que se encontram. Esperam que um milagre aconteça!

A Espondilite Anquilosante veio pra mim como uma bomba, a exemplo de todos com esse diagnóstico e me deu duas opções: 1. Sentar, me desesperar, me revoltar e reclamar de tudo me tornando uma pessoa amarga e infeliz; 2. Fazer uma revolução pessoal e mudar drasticamente minha vida.

Num primeiro instante declinei-me à primeira opção, mas logo percebi que essa seria a escolha que me faria sofrer mais e, consequentemente, perder muitas coisas importantes em minha vida, inclusive minha felicidade e capacidade de mudar minhas atitudes para uma melhor qualidade de vida.

Portanto, em toda e qualquer situação sejamos otimistas! Uma pessoa otimista traz ânimo, luz e alegria para o ambiente em que vive.

Para haver resultados diferentes são necessárias mudanças comportamentais e de atitudes.

Eu optei por viver intensamente a vida e não a dor!

Publicado em Psicológico

O tempo não espera

Constantemente sou questionado sobre o quanto eu viajo ou pratico o Mountain Bike, meu esporte favorito. As pessoas sempre me questionam sobre tempo, disponibilidade, trabalho, família e etc. A resposta é simples: Eu quero viver!

O Tempo não nos espera

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Independente de qualquer coisa o tempo passará

O tempo passará para todos nós de uma forma mais branda ou mais agressiva, seja realizando ou não as atividades que nos sei impetrante.

Para nós portadores de EA é provável que tempo passe de forma mais agressiva, pois a doença nos cobra muito caro.

Ter a vida ativa e produtiva nos proporciona menos tempo para nos preocuparmos com situações fúteis do cotidiano, nos auxilia a ver as possibilidades em ócio de forma mais proveitosa.

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Mountain Bike é uma paixão que me leva à locais incríveis

A prática constante de atividades físicas ao ar livre me proporciona ver o mundo de uma forma diferenciada, em que a natureza me proporciona uma sintonia maior comigo mesmo.

Passei a me conhecer melhor após o diagnóstico da EA e, consequentemente, muitas pessoas perceberam as diferenças desse novo Hélio. Atualmente, sou uma pessoa que busca viver novas experiências e compreender que a vida foi feita para se viver.

Receber o diagnóstico de uma doença crônica, ou seja, que não tem cura, não pode e não deve ser sinônimo de uma condenação. Em muitos casos é mesmo um livramento e início de uma nova fase da vida. É assim que eu percebo o diagnóstico em meados de agosto de 2015, ou seja, uma oportunidade de me conhecer melhor e fazer diferente pra mim mesmo.

HelioFilho-CachoeiraDesde então, busco por meios alternativos de substituir os momentos desagradáveis e difíceis do cotidiano por práticas saudáveis e bem humoradas. Há situações que não conseguimos mudar e, portanto, não devemos nos sacrificar por elas, temos que as vivenciar e abstrair para que sejamos felizes. É isso que devemos buscar dia a dia.

Trabalho, escola, relacionamentos, cotidiano, ou seja, tudo uma hora ou outra será motivo de desconforto, mas precisamos ver de uma óptica menos pessimista, realista e mais utópica às vezes, pois “o ontem já se foi, o amanhã talvez não venha, vamos esperar porque?

Eu optei por viver intensamente a vida e não a dor!

Publicado em Esporte, Psicológico

Dor, fadiga, cansaço e mau humor

Os últimos anos se tornaram um tormento para todos os brasileiros, as notícias são desmotivadoras, desgastantes e muito deprimente. Seja no senário político, econômico ou social.

Não cabe à mim julgar o que é certo ou errado, mas esse conflito social e político não deixa de me afetar negativamente.

Pressão

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Abatimento, cansaço e fadiga

Nos últimos meses tenho me sentido muito abatido, cansado e fatigado. Como se o sono não bastasse para me restaurar as energias e o lazer nunca fosse o suficiente para me relaxar. Vivo um conflito muito grande entre o que acho certo e o que creio que deva ser feito com o que realmente é feito na sociedade.

A crise que vivemos vem tornando o cotidiano corporativo muito desgastante.  As pessoas estão impacientes, se exaltando ao menor sinal de desacordo ou desalinhamento de informações.

Querendo ou não, isso me abate muito. Tenho muita responsabilidade com tudo que faço e me cobro muito por isso, me sinto impotente quando não consigo resolver esses conflitos, porém a maioria deles não está relacionado apenas ao cotidiano corporativo, mas às expectativas individuais de cada um com o social e o econômico. Isso está além do que eu consigo fazer, mas me frustro.

Atitudes inesperadas

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Confronto direto

Esse acúmulo de pressão e frustrações do cotidiano, alinhado à fadiga e ansiedade que vem aumentando diariamente em mim tem gerado algumas atitudes que não consigo explicar e que nem mesmo consigo entender como sendo minhas.

Na última terça-feira me deparei com uma situação muito inusitada de minha parte. Jamais faria ou aconselharia alguém à fazer o que eu fiz, mas não me arrependo de ter feito, apesar de não fazer novamente.

Como muitos sabem, eu faço uso da bike como meio de transporte e só quem enfrenta o trânsito violento e agressivo das grandes cidades sabe o tamanho desse desafio. Jamais me vi confrontando diretamente os motoristas que não pelo exemplo e cordialidade, mas nesse dia, após diversos episódios semelhantes, ao me deparar com um veículo parado sobre a ciclofaixa a fúria tomou conta de mim e, de forma desesperada, eu parei pouco à frente do veículo de forma que impedisse que o mesmo arrancasse quando o semáforo abrisse. Feito isso, esperei que o sinal fechasse novamente e então fui embora.

Ciente do meu erro e do meu desespero, achei melhor dar um tempo nesse meio de transporte, mesmo sabendo da importância dele para mim enquanto atividade física e benefícios para a EA.

Fadiga e EA

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Jamais parar com a atividade física

Nesses últimos dias acabei fazendo algumas pesquisas e encontrei links que relacionam a fadiga à atividade da EA.

Alguns dos sintomas da EA relacionam perda de apetite, febre baixa, perda de peso, fadiga excessiva, anemia e a já conhecida dor nas costas. Além disso, a EA pode afetar o sono que justifica o cansaço extremo que venho sentindo nos últimos meses.

Segundo o doutor Francisco Bravim, pacientes com doenças crônicas apresentam redução da eficiência do sono, dificuldade para dormir e acordar, além disso podem apresentar perfil depressivo.

A fadiga é comumente observada nas doenças reumatológicas, levando o paciente a ter redução na eficiência do sono e aumento do tempo em que o paciente passa acordado. O sono é superficial e fragmentado.

Recarregado

Só depende de mim mesmo

Sei que depende muito de mim, mas ultimamente tenho sentido todos esses efeitos e até mesmo uma grande preguiça e desmotivação de fazer coisas que eu gosto muito como pedalar ou fazer o treinamento funcional.

Após as pesquisas e compreendendo o papel fundamental que tenho nisso tudo, vou focar todas as minhas energias a sair desse momento delicado e chato que estou vivendo. Vou fazer o meu lema valer como nunca em minha vida e em breve estarei totalmente fora desse desconforto e fadiga.

Eu optei por viver intensamente a vida e não a dor!

Fontes:

http://drfranciscobravim.site.med.br/index.asp?PageName=o-sono-e-a-dor-cronica

http://www.espondilitebrasil.com.br/fadiga-em-espondilite-anquilosante-tratamento-devem-focar-a-dor/

http://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/distúrbios-ósseos,-articulares-e-musculares/distúrbios-articulares/espondilite-anquilosante

http://www.espondilitebrasil.com.br/relacao-espondilite-anquilosante-e-fadiga/

Publicado em Psicológico

Educação, Respeito e Locais Públicos

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Triste realidade humana

Muito se fala e pouco se age em relação ao respeito para com o meio ambiente. Isso é evidente nos locais públicos dos grandes centros.

Temos muito cuidado com nossa casa, com os locais onde trabalhamos e vivemos, mas temos um enorme desrespeito com os locais públicos. O que ao meu ver é um grande erro, pois os locais públicos são nossos e por nós devem ser mantidos.

Locais Públicos

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O mundo não é um repositório de lixo

É muito comum vermos pessoas displicentemente jogando lixo nas ruas, principalmente os fumantes. Notoriamente, a gimba do cigarro irá para o chão nas vias públicas.

Esse ato, inconsciente e inconsequente, dos fumantes pode ser muito prejudicial para todos nós. Nesses últimos meses temos enfrentado uma grande seca, humildade relativa do ar extremamente baixa e, consequentemente, hospitais lotados de pessoas com crises respiratórias.

Uma gimba de cigarro jogada próximo à vegetação seca pode acarretar em um incêndio de grandes proporções e consequências para o meio ambiente.

Num simples passeio pelas ruas ou se transportando para pontos nas cidades é comum vermos pessoas jogando lixo pelo chão e depois reclamando das enchentes. Tudo é responsabilidade da ação e reação. Jogar lixo nas ruas entopem os bueiros e com a chegada das chuvas causam alagamentos e transtornos dos mais diversos. Ou seja, somos responsáveis diretos e indiretos por esses transtornos e sempre culpamos a natureza.

Quantas vezes vemos pessoas jogarem sacos de bala, latas de refrigerantes, ou seja lá o que for, pela janela dos carros ou ônibus? Será que esses insumos vão se desintegrarem até chegarem ao chão? É obvio que não. Portanto, cabe à nós mudarmos de atitude e sermos menos agressivos e danosos para nós mesmos.

Respeito com o público

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Fonte: Jornal O Tempo

Nossas ruas são sujas, nossas praças são descuidadas, nossos monumentos são depredados e com isso nossas cidades se emporcam e ficam feias. Cuidar do público é cuidar de nós mesmos e do ambiente que participamos.

Notícias de monumentos públicos degradados é comum nos jornais locais e nacionais. A ignorância humana faz com quem bens públicos sejam depredados e as pessoas não pensam que para restaurar esses bens serão gastos muito dinheiro público que poderiam ser investidos em educação, saúde, entre outros.

Quando se luta contra alguma doença crônica ou aguda que se percebe o quanto a nossa sociedade é doente e precisa de tratamento, porém o tratamento é a longo prazo e apenas será tratada se começarmos agora mesmo a mudança tão necessária.

Não adianta fazer manifestações públicas se continuarmos a agir como sempre agimos. Querer resultados diferentes com as mesmas atitudes é perda de tempo. Temos que fazer diferente para que as futuras gerações colham os benefícios.

Eu lamento profundamente a futilidade que nossa sociedade exalta. As novelas, as séries, as expressões artísticas cotidianas são deploráveis e dignas de serem ignoradas.

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O exemplo começa em casa

Moro num condomínio de classe média e na semana passada ao sair para trabalhar me defrontei com uma gimba de cigarro no hall do prédio à menos de 3 metros da lata de lixo. Eu me pergunto: será esse o exemplo que temos que dar para as novas gerações? Será que não conseguimos ser um pouco melhor que isso? Por que temos que ser tão hipócritas?

Na mesma semana, por nada ou por diversão alguém colocou fogo no lixo que estava na rua à espera do recolhimento público. Esse fogo se alastrou, quase alcançou a rede elétrica e aos automóveis que estavam dentro da garagem no lado de dentro do condomínio.

Outro dia nessa mesma semana, passou um grupo de jovens espalhando todo o lixo que estava amontoado na rua à espera do recolhimento.

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Marco da Rota Imperial em Domingos Martins – Infelizmente depredado

É lamentável saber que temos que “gastar” tanto dinheiro público e privado com situações tão pequenas quanto essas. Tais situações não deveriam existir, pois tenho certeza absoluta que nenhuma dessas ações são realizadas dentro de casa e porque fazer nos locais públicos que são tão nossos quanto nossas casas? Será que não conseguimos pensar em como nossa sociedade seria melhor se as economias desses valores gastos em recuperação fossem utilizadas em prevenção?

Como é triste saber que nossa sociedade é brutalizada que não consegue planejar um futuro e querem tudo de imediato. Só que educação é algo que se consegue à longo prazo e precisamos começar a investir nela urgentemente.

Investimento em educação servirá para economias com reparos, manutenções corretivas, em saúde e até mesmo com prisões. Uma sociedade mais educada é mais saudável para ela e para o meio ambiente.

Respeito com o Meio Ambiente

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7 Curvas na Rota Imperial em Venda Nova do Imigrante-ES

O meu lazer e esporte favorito é o Mountain Bike, modalidade de ciclismo que consiste em pedalar por montanhas e estradas de terra, e é ainda mais revoltante quando se passa por lugares paradisíacos e se encontra lixo humano. É normal encontrarmos papeis de bala, latas de cerveja/refrigerantes/sucos, gel de recomposição de carboidratos, entre outros.

Uma vez em uma cachoeira próximo à BH foram recolhidos 3 caçambas de resíduos produzidos pelo homem. É normal as pessoas irem para esses locais levando produtos para fazerem churrasco e, ao voltarem, deixarem todo aquele lixo para que a própria natureza resolva. É revoltante!

Além disso, ainda temos os incêndios criminosos de nossas matas, parques e florestas.

Segundo informações do Portal Estado de Minas, em apenas 3 dias um incêndio na unidade da Grande BH do Parque da Serra do Rola Moça custou R$ 521 milhões só em aeronaves e alimentação de equipes, não levando em consideração os gastos que não podem ser mensurados.

Imagina o quanto seria benéfico à muitos pacientes com doenças diversas se esse montante fosse investido em saúde? Lembrando que estamos falando em apenas 3 dias de combate á incêndios no Rola Moça. Tiveram muitos incidentes desse em diversos outros parques estaduais e nacionais, sem contar que apenas esse parque tive várias ocorrências de incêndios nos últimos meses, muitos desses incêndios foram criminosos, ou seja, causado por livre e espontânea vontade de um criminoso.

É notório a quantidade de pessoas procurando hospitais nessa época do ano com problemas respiratórios devido à baixa humildade relativa do ar que é causada unicamente pela degradação do meio ambiente pelo próprio homem.

Vamos criar hábitos saudáveis conosco e com o meio ambiente. Atitudes simples poderão prover inúmeros benefícios no futuro, mas não um futuro breve. Essas ações serão a longo prazo.

Ações simples: Dê exemplo e faça a diferença

  • Jogue lixo em locais apropriados
  • Respeite a natureza
  • Recolha possíveis lixos e os leve com você
  • Quando for para algum lugar público ou na natureza, traga com você tudo que levou e até mesmo o que puder recolher
  • Coloque em seu carro um recipiente para armazenar lixo e o esvazie sempre em locais adequados
  • Faça uso consciente de veículos que utilizem combustíveis fósseis
  • Dê preferência para combustíveis menos poluentes
  • Dê exemplos para as novas gerações
  • Use com responsabilidade os bens públicos e privados
  • Pense na economia que suas ações possam gerar e serem investidas me educação e saúde
  • Dê preferência à produtos recicláveis
  • Veja o que não utiliza mais e doe
  • Escolha fazer pequenos trajetos por meios alternativos (caminhadas, pedaladas, corrida, etc), faz bem para o meio ambiente e para a saúde
  • Tente fazer uma vez por semana um trajeto (Casa-Trabalho/Escola-Casa) por algum meio alternativo (caminhada, pedalada, corrida, etc.), com o tempo esse hábito saudável virará rotina
  • Ande menos de carro/moto como transporte individual

Existem diversas ações simples que podem fazer a diferença num futuro longo para a sociedade, mas muito próximo para você e sua saúde.

Eu optei por viver intensamente a vida e não a dor!

Publicado em Atos Saudáveis, Conscientização, Esporte

Educação, Respeito e Ambiente de Trabalho

“Não significa que você é falso, quando você é legal com alguém que você não gosta. Significa que você é maduro o suficiente pra ser educado.” (Enéas Carneiro)

O Local de Trabalho

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Seja gentil e atencioso

É fato, notório e conhecido por todos que passamos mais tempo no local de trabalho que em nossa própria casa e isso demonstra o quão é importante o respeito e a educação nesse ambiente.

Há várias formas de demonstrar isso no cotidiano, entre elas a cordialidade. Quantas pessoas entram e saem dias após dias e jamais tem a coragem de dizer um simples “olá!”.

Evitar o leva e trás de conversas desnecessárias, a famosa fofoca, é uma forma de demonstrar respeito e educação para com o local de trabalho e demais pessoas que nele trabalham.

Manter um tom de voz baixo, calmo e suave ao se relacionar com as pessoas próximos e também ao telefone é algo muito importante e que, muitas vezes, as pessoas descumprem por diversos motivos dentre eles o estresse e a falta de paciência para com o interlocutor.

Muito mais que saber falar, é importante saber ouvir. Não se sabe, contudo, como a pessoa que está se pronunciando se sente. As pessoas não são máquinas que ao baterem cartão se desligam totalmente de sua vida pessoal e “vestem” uma armadura para o trabalho. Os anseios, frustrações, intrigas e desejos da vida pessoal podem sim interferir no profissional e a empatia tem um papel muito importante nesses momentos.

O trabalho em equipe é difícil e complicado. Algumas pessoas são reativas e outras proativas, essas últimas sofrem muita sobrecarga devido às pessoas reativas ficarem esperando ordens.

O mercado, atualmente, é ágil, complexo e muito competitivo. Não espere que as ordens cheguem até você, busque seu lugar ao sol e faça a diferença na equipe. Isso é uma forma de respeito para com os demais colegas.

O Trabalho e a Saúde

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Respeite a diversidade no ambiente de trabalho

Muitas pessoas são guerreiras por ainda conseguirem conciliar o trabalho em sua rotina de amarguras e sofrimentos. Não é um ou outro caso isolados, existem diversas pessoas que omitem o fato de possuírem uma doença crônica ou conviverem com entes queridos que tenham.

Essas pessoas, algumas vezes, podem agir de forma totalmente inesperadas e, até mesmo, exageradas para uma determinada situação. É errado? Sinceramente, atualmente enquanto portador de EA, não sei responder à isso. É necessário se colocar no lugar da pessoa e pensar como agir? Mas como se colocar no lugar de uma pessoa se ao menos sabe-se o que ela passa? Esse é o grande dilema!

Pergunte a pessoas com câncer, soro positivas, com doenças renais crônicas, enfim, alguém que enfrente alguma patologia crônica, como ela se sente e concilia tudo isso. Tenho certeza que a resposta será resumida em uma única palavra: Superação.

Dê espaço para que seus colegas falem. Ouça atenciosamente e fale quando for esperado que se faça. Muitas vezes aquele colega “chato”, difícil e turrão só precisa de um pouco de carinho.

Eu optei por viver intensamente a vida e não a dor!

Publicado em Conscientização

Educação, Respeito e Trânsito

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Respeito à todos os modais

Vou aproveitar o calor do Dia Mundial Sem Carro para descrever sobre um assunto que creio seja um dos assuntos que mais me incomodam.

É muito difícil entender o que as pessoas são capazes de fazer estando como condutor de algum veículo, seja motorizado ou não.

No trânsito existe uma competição muito maluca, onde a vida é segundo plano. Matar alguém utilizando um veículo como arma é, incompreensivelmente, normal e desculpado à título de “acidente”.

Muitos assassinatos cruéis são noticiados e julgados como acidente de trânsito.

Dê a preferência para a vida

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Sempre são as pessoas e nunca as máquinas

A educação e respeito no trânsito evitará esse quadro tão lamentável de mortes que ocorrem diariamente nas rodovias e cidades brasileiras. Uma estatística alarmante e assustadora. Será que aqueles 10 segundos proporcionados ao avançar um sinal é mais importante que aquela vida que confiou e realizava a travessia?

Não vou nem entrar em questões de leis de trânsito, mas sabemos, desde crianças, que os maiores devem proteger os menores. Portanto, no trânsito os pedestres sempre serão prioridades, afinal dos agentes de trânsito eles são os mais frágeis e desprotegidos.

Pense mais ao avançar com um carro sobre um pedestre, imagine se fosse você ou alguém da sua família no lugar dessa pessoa. Mesmo que ela esteja errada, ainda assim deve-se dar a preferência para ela, pois ela é a parte frágil do trânsito.

Delitos considerados normais

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Quem nunca errou que atire a primeira pedra

Apressar o pedestre em sua travessia não é algo muito legal à se fazer. Essa pessoa que faz a travessia, seja na faixa ou não, pode ser portadora de alguma dificuldade motora e a fazer correr acelerando o carro ou buzinando pode lhe trazer complicações ainda maiores.

Nessa mesma situação, um idoso ou uma pessoa hipertensa pode se assustar e passar mal, necessitando de apoios médicos naquele momento e até mesmo vindo ao óbito sem sair do local.

Estacionar o veículo em local proibido ou reservado para alguma necessidade especial é um delito cometido diariamente pelas pessoas e que também não está correto. Cometer esse delito pode acarretar em pessoas com mobilidade reduzida terem que percorrer uma distância maior ou até mesmo, em se tratando de BH, com algumas ladeiras que dificultariam o acesso.

Nossas cidades, em sua maioria, não possuem boa acessibilidade para pessoas especiais e, na situação relatada acima, dificultamos ainda mais a vida e acesso dessas pessoas.

Uma situação corriqueira e que atrapalha muito o trânsito, em BH, são os constantes fechamento de cruzamento por parte dos motoristas. Essa ação é muito danosa e complica muito o fluxo de veículos pela cidade. Fazendo isso, o motorista tira o direito de ir e vir de outras tantas pessoas.

Respeito mútuo

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Vamos respeitar

Muitas pessoas com doenças crônicas precisam se locomover por longas distâncias e com rapidez, muitas dessas adotam o carro como meio de transporte. Outras tantas, porém, utilizam formas alternativas de se locomoverem. Eu, por exemplo, utilizo a bike como meio de transporte e tenho um amigo que está em tratamento de estresse e passou a fazer trajetos curtos à pé, como forma de exercícios e relaxamento.

Conheço pessoas que passaram a fazer o trajeto casa-trabalho-casa à pé, algumas vezes na semana, após sofrerem um susto causado por estresse e sedentarismo.

Há uma priorização pelo transporte motorizado no Brasil, isso não é segredo para ninguém e em decorrência disso, temos uma população mais obesa, mais estressada e em uma constante competição por espaço nas vias urbanas que até assusta.

Existe um desenho da Disney, intitulado Senhor Volante, que exemplifica muito bem o que tento expressar por palavras.

Quando um motorista avança um sinal vermelho há alguém que perde o direito de fazer uma travessia com cuidado e segurança, essa pessoa pode ser um paciente crônico que perderá uma consulta médica por se atrasar.

Quando um motorista pára o carro sobre uma faixa de pedestre, várias pessoas perdem o direito de fazer uma travessia em segurança. Da mesma forma quando o ato de parar se dá sobre uma ciclofaixa.

Parar ou estacionar o veículo sobre uma ciclovia ou ciclofaixa tira o direito de ir e vir com segurança de um grupo de agentes de trânsito que vem crescendo muito, os ciclistas. Muitas pessoas passaram a utilizar a bike como meio de transporte seja devido à crise que vivemos  atualmente ou seja apenas como forma de atividade física. Algumas dessas pessoas podem ser pacientes de EA, por exemplo, lutando contra as dores causadas pelo sedentarismo e/ou as dores que acometem em repouso.

Parar ou estacionar o veículo em vagas demarcadas para deficientes e/ou idosos pode agravar a situação de muitas pessoas com mobilidade reduzida. E nesse ponto, vou trazer novamente para os casos de pacientes com EA que, dependendo do avanço da doença, são considerados como Pessoas com Mobilidade Reduzida e esse ato retira direitos dessas pessoas.

Existem excessos de todos os lados. Pedestres que atravessam foram da faixa, mas há locais que não há faixas para travessias. Ciclistas que avançam sinal e andam na contra-mão também estão errados e estão, conforme código de trânsito, sujeitos à multas.

A falta de bom senso não escolhe modalidade. Assim como existem maus motoristas, existem maus motociclistas, ciclistas e pedestres. Precisamos realmente é de educação e civilidade para todos.

Na minha humilde visão, as regras de trânsito deveriam ter uma cadeira obrigatória nos ensinos básico e fundamental.

Eu optei por viver intensamente a vida e não a dor!

Publicado em Conscientização